Ponto Riscado
fotoperformance- Fotografia
São Paulo, 2020


 
     






para nós, povos Bantu, a cruz é um risco que traduz a initerrupta dança que acontece entre morte e vida. Pontos riscados são caminhos existências criados e ensinados por almas que nos querem vivas. O cu pertence ao chakra Muladhara.  Esse é o primeiro centro energético do nosso corpo sultil, é a raiz, é onde tudo começa e tudo termina, é a base. É  onde nasce a seiva e onde passa a merda, nosso adubo; a merda é a seiva transmutada.

cultuo o Sagrado Feminino de Merda. 

Os pontos riscados,na diáspora Bantu, por almas cultudas nas macumbas brasileiras, são modos singulares de reescrever o cosmograma Bakongo.
 
Todo caboclo e todo exú tem um ponto. Toda travesti negra tem que ter um ponto. O cu é onde há as memórias necessárias para criar o ponto. O cu é um cosmograma.  A minha negritude travesti ou minha travestilidade negra é apenas um risco do meu cosmograma.


Castiel Vitorino Brasileiro
Ponto Riscado
Fotoperformance. Fotografia digital (1809x2713 pixels)
São Paulo 
2020




Produção Castiel Vitorino Brasileiro,