Corpo-flor
Série fotográfica
Vitória, 2016—2020 



Em 2016 eu inicio minha interrupta transição de gênero e transmutação da carne. Nesses primeiros movimentos de transfiguração, começo a desenvolver estéticas sobre aquilo que à minha ainda continua sendo indescritível: meu prazer em transfigurar. "Corpo-flor" é o jeito que decidi nomear uma promessa que fiz a mim mesma: continuar transmutando num hibridismo radical com vidas de outros reinos e mundos. Porque sempre que Corpo-Flor aparece, há uma nova aparência, uma nova mistura de signos, símbolos, cores, texturas, caretas, olhar, porque Corpo-flor é uma fagulha de mim que eu criei para me fazer lembrar de que posso sempre assumir formas de viver e estar não previstas por mim ou à mim. essa promessa de dar continuidade às minhas transfigurações da carne... nas imagens eu registro momentos de medo, dor, coragem, raiva, tesão dessa promessa.... e criar essas imagens são rituais que me dão energia para continuar minhas perambulações entre no mundo dos vivos e mortos.


Em 2021 se completam 6 anos de corpoflor . Criei quando não conseguia explicar o que estava acontecendo em mim. Gêneros...musculos... temperaturas...Continuo fazendo porque descobrir o prazer em não ser entendida. Corpoflor é uma promessa: modificar a Forma, preservar a coragem, insistir na Verdade: ainda me desconheço. Quando incorporo corpoflor, me sinto agradecendo à efemeridade. é uma reconexão, algo parecido com o ato de se alimentar. A satisfação. O Diabo. A temperança.







Corpo-flor 
Castiel Vitorino Brasileiro
Série fotográfica 
Fotografia digital
Vitória, São Paulo
2016-2021




Produção Castiel Vitorino Brasileiro, Larissa Brasileiro Silva, Rodrigo Jesus, Maksuel Loureiro Brasileiro